Triste fúria

31 01 2008

A lágrima no passado derramada
aos tristes ventos desolada
de minh’alma nasce retomada
a eterna busca por minha amada.

Triste fúria… Eu venci!
Da dor de minha carne consolado
de amores aleijados eu vivi.

Os fios do destino me chamaram?
Munidos de um nome? Eu sei!
Um silêncio nas vozes? Acalmaram!
Um canto doce grita: Eu cheguei!

    Ora… Quem és tu doce anjo?

        Sou para ti mulher pela eternidade!

    Brincaste comigo destino?
    Zombaste daquele que apenas busca a felicidade?

Triste fúria… Eu venci!
Da dor de minha carne consolado
de amores vividos eu morri.

Destino… Cruel tu és.
Mata-me com tuas ironias!
Imploro-te a paz… Curvo-me aos teus pés.

        Cala-te mortal estúpido!
        Quem és tu a zombar do que reservado a ti está?
        Cala-te mortal estúpido!
        O que te espera imortal será!

Triste fúria… Eu venci!
Da dor de minha carne consolado
para um amor predestinado eu sorri.

    Ora… Venhas a mim meu doce anjo!

        Sou para ti mulher pela eternidade!

    Acredito em ti anjo do destino!
    Com teu amor já vejo felicidade.

        Aceite-me apesar da dor.
        Do inferno do amor te resgatei!

    Juro a ti todo meu amor
    pois com este céu jamais sonhei.


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Triste fúria by
Paulo H. Veiga de Souza is licensed under a
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